





"Esse cavalo morto no jardim."
É o nome do meu novo disco com o Grupo Cardume.
Depois de termos começado lá em 2001.
Depois do "As neves do Kilimanjaro".
O disco que marca a entrada do baterista Maurício Caetano, e do guitarrista Yvo Ursini, ambos do grupo irmão
Projeto B.
Yvo que produziu o disco junto comigo.
Disco que será o primeiro a ser lançado pelo selo do
Mó!.
Ao lado do disco novo de
Fabio Barros, que também partcipou do meu, com sua voz em "Turvo".
E diretamente de Recife tem o
Miró da Muribeca (na foto acima junto comigo e Yvo).
Grande alma que abriu e fechou a música "
Rasif" com seus versos e voz.
Que são uma só coisa.
Tem ainda parceria inédita lá de Brasília com o escritor
Pedro Biondi em "Cachalote".
"Esse cavalo morto no jardim" será lançado agora em outubro, dia 11, 19h no Auditório Ibirapuera.
E os discos lá estarão à venda.
Tudo dentro da 10ª edição comemorativa do Mó!.
Vamos.
Clique
aqui para já ouvir algumas das músicas.
E logo abaixo o texto que o jornalista Carlos Dalla fez sobre meu "cavalo".
"Trabalhando temáticas urbanas que falam do cotidiano da metrópole através de imagens sonoras carregadas de sentido e densidade poética, Manu Maltez chega ao seu segundo disco mais maduro e mais incisivo, “sem muitos rodeios e sem medo”, como ele mesmo diz. Através de formas expressivas contundentes, carregadas de referências que se integram de forma bastante original, o disco surpreende justamente na medida em que exige do ouvinte desprendimento para poder escutar a música fora dos esquemas comparativos e classificatórios.
A pior forma de se escutar “Esse cavalo morto no jardim”, é aquela em que ficamos buscando identificar referências na tentativa desesperada de “entender” o som. É preciso ir além, e buscar ouvir o que de fato Manu e seus parceiros do Grupo Cardume estão buscando expressar. E para isso é preciso algo cada vez mais difícil de se conseguir nos dias de hoje: um pouco de silêncio. Não apenas o silêncio do lado de fora, mas principalmente aquele que nos possibilita calar a voz interna sempre em busca de explicar, catalogar e referenciar tudo o que se ouve e se vê.
O disco abre com Urubus são anjos, faixa criada a partir de uma série de gravuras que o próprio Manu expôs em 2008. A música parece dar o tom do que iremos encontrar ao longo dos caminhos inusitados por que nos levam “Esse cavalo morto no jardim”. Já Mané Jackson é uma homenagem ao artista que protagonizou Thriller. Foi livremente inspirada em Billie Jean, um de seus maiores sucessos. A inventividade com que Manu explora as insinuações temáticas e melódicas da canção original, cria um resultado absolutamente diverso, ao mesmo tempo em que fortemente ligado à sua fonte, num diálogo que habita o limbo da distinção entre a “versão” e a ‘citação”.
Alilás, habitar o limbo entre distinções parece ser a sina de Manu Maltez, que junto com o Grupo Cardume criou um dos trabalhos mais intrigantes da nova safra de compositores independentes do país."